22 DE MARÇO | DIA MUNDIAL DA ÁGUA

 

Água e mudanças climáticas: Valorização da água
No dia 22 de março comemora-se o dia Mundial da Água. Especialmente em 2021, foi proposto pela UN- Wather o tema “Valorizando a Água” como forma de reflexão sobre a temática. 

O Brasil detém de 12% de água doce do mundo, porém essa quantidade não é distribuída de maneira homogênea. Assim tem -se a menor quantidade de água no nordeste, quantidade significativa no sudeste porém com a maior concentração populacional e, a Amazônia que possui 74% dos recursos hídricos superficiais, mas concentra menos de 5% da população brasileira

As causas para menor disponibilidade hídrica ou impacto negativo na quantidade de água são o crescimento populacional, aliado ao consumo e aos diversos usos na cadeia produtiva industrial, na produção de alimentos,o índice de perda de água nas tubulações antes da chegada a residência, onde ainda são perdidos aproximadamente 38% da água distribuídae, ainda as alterações climáticas que afetam na preservação da água.

Aliado aos diversos usos, a disponibilidade de água no Brasil depende em grande parte do clima.Em muitos países, principalmente os menos desenvolvidos já se observa a incerteza e períodos regulares de precipitação, que possivelmente estão associados às mudanças climáticas. Sendo que as previsões projetam para cenários onde a variabilidade e disponibilidade de água em quantidade e qualidade seja cada vez menos previsível e de forma segura. Segundo dados da Unesco, 1,8 bilhão de pessoas podem enfrentar escassez crítica de água em 2025, e paralelamente, dois terços da população mundial podem ser afetados pelo problema no mesmo ano.

Entre os grandes desafios estabelecidos para o futuro da humanidade, a questão da água se destaca por ser um recurso escasso, natural, dotado de valor econômico, indispensável para a sobrevivência humana e manutenção dos ecossistemas, e insumo para todas as atividades produtivas. Assim, torna-se assim imperativo a valorização da água e economia para o futuro por meio de adoção de estratégias que visem suprir a demanda de água.

Estimular a manutenção de áreas de preservação permanente com a vegetação nativa no entorno dos recursos hídricos garantirão a recarga de nascentes para a manutenção da quantidade de água.
Repensar as perdas de água com melhorias nas redes de distribuição e o reuso para usos considerados menos nobres como irrigações de jardins, lavagem de garagens e calçadas são algumas das estratégias de economia deste bem tão precioso.

No entendimento de que a agua é um bem de domínio público, um recurso natural limitado e dotado de valor econômico, tal iniciativa é direcionada à conscientização e sensibilização sobre a importância desse elemento vital para o planeta e consequentemente para a qualidade de vida da população. Envolver a sociedade acadêmica, científica e civil é fundamental para empoderar e construir estratégias de preservação e manutenção da estrutura ecológica responsável pela disponibilidade desse recurso.

Em tempos de pandemia, no contexto ambiental, a vivência do isolamento social, as restrições de deslocamentos e as medidas de higienização apontam para o enfrentamento da justiça social e da igualdade entre povos, além de evidenciar principalmente o direito de todos ao acesso à água potável.

“O desenvolvimento econômico e social é essencial para garantir um ambiente de vida e trabalho favorável para o homem e para criar condições na Terra que são necessárias à melhoria na qualidade de vida” (Diretriz Nº08 da Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, Estocolmo – Junho, 1972).

FONTE: Professores Rosângela F. Paula Victor Marques (UNINCOR -Três Corações), Claudiomir da Silva Santos e Fabrício Ritá (IFSULDEMINAS-Campus Muzambinho), membros do Comitê Cientifico do CNMA.